Vinho: a celebridade do momento tem história pra contar !
Reabilitado à categoria de celebridade da mesa, pelos especialistas em saúde e nutrição, o vinho tem história remota.
Relacionado diretamente com a mitologia grega pelos vários sentidos do Festival de Dionísio em Atenas, onde um simpósio grego significava literalmente “beber junto”, o vinho remonta a um ambiente de convivência de nobres e sábios onde era a bebida oficial. Todo esse universo de características implícitas ao hábito de um povo, ganha impulso a partir dos romanos, que tinham o costume de incluir a bebida dionisíaca em todos os novos territórios conquistados. Os egípcios também o bebiam em situações distintas. Na tumba do faraó Tutankamon foram encontradas 36 ânforas de vinho, classificados por região. Posteriormente foi a vez dos etruscos elaborarem e comercializarem a bebida.
O vinho chegou à Itália em meados de 800 a.C. Na França, antiga Gália, os gauleses já tinham algum contato com os vinhos mediterrâneos, mas a partir da conquista romana, as primeiras colônias em Provence e no Vale Du Rhône ganharam vinhedos de fato.
Na França, a cultura nobre do vinho se mantém firme pelas mãos da Igreja Católica, especificamente por meio dos mosteiros beneditinos como o famoso Clairvaux na região de Champagne, o maior estabelecimento vinícola nos séculos XII e XIII. As tavernas, hospedarias e universidades eram locais certos para o encontro com o vinho, mas é com a descoberta da fermentação, pelo pesquisador francês Louis Pasteur, em 1857, que se dá o marco histórico para as transformações e a explosão do vinho no final do século XIX. De acordo com o jornalista Renato Machado, em seu livro Em volta do Vinho, a partir do cultivo das uvas cabernet sauvignon, merlot e sirah (vinhos tintos) e chardonnay e sauvignon blanc (vinhos brancos), o vinho conquistou o mundo, definitivamente.
Fonte: Batedeira Planetária - Editora POOL - Brasília 2008
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